{"id":138,"date":"2024-08-02T14:01:08","date_gmt":"2024-08-02T17:01:08","guid":{"rendered":"https:\/\/novelli.eti.br\/site_novelli\/?p=138"},"modified":"2024-08-02T14:25:45","modified_gmt":"2024-08-02T17:25:45","slug":"anatomia-de-um-satelite-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novelli.eti.br\/site_novelli\/anatomia-de-um-satelite-artificial\/","title":{"rendered":"Anatomia de um sat\u00e9lite artificial"},"content":{"rendered":"\n<p>Com aplica\u00e7\u00f5es em diversos segmentos, um sat\u00e9lite artificial, de forma bastante simplificada, \u00e9 um equipamento altamente tecnol\u00f3gico que carrega instrumentos para atender a um determinado conjunto de miss\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>Um sat\u00e9lite meteorol\u00f3gico por exemplo, levar\u00e1 instrumentos de medi\u00e7\u00e3o de interesse meteorol\u00f3gico tais como c\u00e2meras, radi\u00f4metros, sensores de part\u00edculas energ\u00e9ticas, medidores de campo magn\u00e9tico, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o desenvolvimento dos primeiros sat\u00e9lites, ficou claro que independente da miss\u00e3o, diversos componentes essenciais para o funcionamento s\u00e3o comuns. Estes componentes essenciais para manter o sat\u00e9lite funcionando s\u00e3o pe\u00e7as de tecnologia muito avan\u00e7adas e por consequ\u00eancia, muito caras. <\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, fez muito sentido separar os componentes em m\u00f3dulos que, ao serem reunidos em um projeto, compartilhariam pe\u00e7as, melhorando a capacidade de desenvolvimento e reduzindo custos de opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diagrama de blocos de um sat\u00e9lite<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"479\" src=\"https:\/\/novelli.eti.br\/site_novelli\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-2-1024x479.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-145\" srcset=\"https:\/\/novelli.eti.br\/site_novelli\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-2-1024x479.png 1024w, https:\/\/novelli.eti.br\/site_novelli\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-2-300x140.png 300w, https:\/\/novelli.eti.br\/site_novelli\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-2-768x359.png 768w, https:\/\/novelli.eti.br\/site_novelli\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-2.png 1061w\" sizes=\"auto, (max-width: 767px) 89vw, (max-width: 1000px) 54vw, (max-width: 1071px) 543px, 580px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A imagem acima \u00e9 uma simplifica\u00e7\u00e3o da anatomia de um sat\u00e9lite. Ela ilustra de forma geral, quais s\u00e3o os sistemas que comp\u00f5em um sat\u00e9lite. Podem existir algumas varia\u00e7\u00f5es mas este diagrama servir\u00e1 para que possamos entender um pouco sobre como funciona este equipamento t\u00e3o importante nos dias de hoje. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Computador de Bordo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Computador de Bordo \u00e9 o c\u00e9rebro do sat\u00e9lite. Ele conversa com todos os outros m\u00f3dulos para garantir a opera\u00e7\u00e3o adequada dos subsistemas. Ele tamb\u00e9m \u00e9 o respons\u00e1vel por executar os comandos recebidos pelo Subsistema de Comunica\u00e7\u00e3o e Telemetria, que s\u00e3o respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Subsistema de Controle T\u00e9rmico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Espa\u00e7o \u00e9 um ambiente de extremos de temperatura. Este subsistema monitora e protege os equipamentos eletr\u00f4nicos das enormes varia\u00e7\u00f5es de temperatura. Intimamente ligado \u00e0 superestrutura\/chassis do sat\u00e9lite, normalmente \u00e9 o sistema que abriga toda a parte eletr\u00f4nica sens\u00edvel do sat\u00e9lite.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Subsistema de Energia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 de se esperar, equipamentos eletr\u00f4nicos necessitam de energia para funcionar. Este subsistema \u00e9 o respons\u00e1vel por gerar e monitorar a energia utilizada por todos os sistemas do sat\u00e9lite. Pode ser um sistema de baterias para miss\u00f5es de curta dura\u00e7\u00e3o, passando por sistemas de baterias e pain\u00e9is solares, ou at\u00e9 mesmo energia nuclear a depender do tipo de miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Subsistema de Controle de Atitude<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma orbita correta \u00e9 fundamental para o correto funcionamento do sat\u00e9lite. Por\u00e9m, muitos n\u00e3o sabem, mas sob algumas circunstancias, as orbitas precisam ser corrigidas. Seja para evitar colis\u00e3o com detritos, seja para compensar o decaimento orbital causado por arrasto, entre outras necessidades. <\/p>\n\n\n\n<p>Para que estas manobras possam ser realizadas, pequenos motores foguete ou sistemas de rea\u00e7\u00e3o inercial (girosc\u00f3pios) podem ser utilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a necessidade de se ter o correto apontamento de certos instrumentos, e o sat\u00e9lite precisa ser &#8220;manobrado&#8221; para isto. Todas estas fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o responsabilidade deste  sistema. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Subsistema de Comunica\u00e7\u00e3o e Telemetria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o elo entre o sat\u00e9lite e os centros de comando e controle. Atrav\u00e9s dele que s\u00e3o monitorados os par\u00e2metros de funcionamento dos sistemas e em caso de necessidade, comandos s\u00e3o enviados para o sat\u00e9lite. Para isto, transceptores de r\u00e1dio e antenas dedicadas s\u00e3o instalados para atender exclusivamente a este sistema. <\/p>\n\n\n\n<p>Todos os sistemas detalhados at\u00e9 aqui s\u00e3o tamb\u00e9m chamados de sistemas de suporte de miss\u00e3o. E possuem como finalidade \u00fanica, viabilizar o correto funcionamento da Carga \u00datil do sat\u00e9lite durante toda a miss\u00e3o da espa\u00e7onave.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Subsistema de Carga \u00datil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o subsistema respons\u00e1vel por receber os equipamentos que caracterizam o tipo de miss\u00e3o do sat\u00e9lite. Trata-se de um espa\u00e7o normalmente chamado de SLOT ou BAY aonde s\u00e3o instalados os equipamentos que s\u00e3o chamados de &#8220;Carga Paga&#8221; (Payload), que constitui de fato os componentes ativos para a miss\u00e3o\/proposito do sat\u00e9lite. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outros componentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como podemos imaginar, o principal meio de liga\u00e7\u00e3o entre os sat\u00e9lites e as esta\u00e7\u00f5es em terra \u00e9 o sinal de r\u00e1dio, portanto, antenas s\u00e3o necess\u00e1rias. Elas podem ter diversos formatos e tamanhos, variando de alguns cent\u00edmetros at\u00e9 v\u00e1rios metros. Sendo assim, a superestrutura (ou chassis) precisa prever a instala\u00e7\u00e3o destes componentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diferen\u00e7as de formatos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existem diversos formatos de sat\u00e9lite. Desde os minusculos CubeSats, at\u00e9 sat\u00e9lites com varios metros de comprimento.  A escolha do formato e do tamanho de um sat\u00e9lite depende das necessidades espec\u00edficas da miss\u00e3o, desde pequenos cubesats usados para experimentos at\u00e9 grandes sat\u00e9lites geoestacion\u00e1rios para comunica\u00e7\u00e3o global. Cada tipo tem seu papel crucial em nossas opera\u00e7\u00f5es di\u00e1rias e na explora\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com aplica\u00e7\u00f5es em diversos segmentos, um sat\u00e9lite artificial, de forma bastante simplificada, \u00e9 um equipamento altamente tecnol\u00f3gico que carrega instrumentos para atender a um determinado conjunto de miss\u00f5es. Um sat\u00e9lite meteorol\u00f3gico por exemplo, levar\u00e1 instrumentos de medi\u00e7\u00e3o de interesse meteorol\u00f3gico tais como c\u00e2meras, radi\u00f4metros, sensores de part\u00edculas energ\u00e9ticas, medidores de campo magn\u00e9tico, entre outros. 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